quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jingle Bell

Não adianta olhar todos os detalhes do seu rosto no espelho e ficar com essa cara de tonta... Sim! Mais um ano passou e você não fez nem metade das coisas que quisera fazer.
Natal está aí, mais uns pesos de papel pra ganhar de presente, sem contar aquelas toalhinhas bordadas com o seu nome, que a sua tia insiste em fazer todo o ano pra você.
Come todos aqueles tipos de aves, suja seu vestidinho novo com molho pardo e passa um guardanapo pra tentar amenizar, e fica sorrindo com a boca lambuzada de gordura.
ÓTIMO, isso porque na virada do ano passado para o que está por findar-se você tinha JURADO fazer uma dieta e emagrecer pra usar aquela roupa justa em que todos podiam jurar que você já nasceu com ela.
Mas, sempre vem o maaaaaaaas, você engordou uns 5kg e teve que comprar este vestido largo, ao molho pardo, para dar um aspecto novo a sua figura, uma repaginada no visual que continua o mesmo por baixo de quilos de maquiagem e de panos. Não sei porque, o natal e virada de ano não são nada poéticos, mas mesmo assim, todo mundo se esforça pra mostrar ser o que não é e o dinheiro que não tem. Vai entender.

KARLA DOMINGOS

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não tenho nome para este poema

Se paro penso que fico, se vou sei que não páro

Eu tenho os meus infinitos e faço (de tudo!) ao contrário

A vida por ser assim, nos entrega a própria sorte

E faz às vezes do riso o seu leito de morte

Tenho mais calos do que pele macia

Guardo mais espinhos do que flores colhidas

Mas, não reclamo... não reclamo

Da erva daninha faço flor, do espinho fere-se o amor

E amando assim, mesmo ferida, sinto-me inteira


Karla Domingos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Basta o olhar


Nessa brincadeira de me olhar nos olhos e dizer tudo o que sente, faz brilhar em meu olhar tudo aquilo que deveria expressar-lhe pela boca.


E, antes mes
mo que possa pensar em lhe falar qualquer coisa, se desenrrola a minha língua para mais um beijo seu.


O que quer de mim? Se não há como exprimir uma só palavra, todas as vezes em que cinge minha cintura e eu lhe envolvo com ternura?

Cola-se a boca como velcro, enrrolam-se as pernas como serpentes e deixo então que os meus olhos pronuciem, ou o próprio silêncio, todo o amor que há aqui, dentro de mim.


Karla Domingos

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estou atrasada, mas ainda escrevo.

É impressionante como nossa vida é marcada pelo tempo, não o tempo que passa manso despreocupado com a vida, o tempo de horários marcados e compromissos, o tempo de horas recheadas de estresse, sem preocupação alguma com o seu bem estar.

Faça isso, deixa isso, vem pra cá que você já passou 5 min do seu horário, para de moleza, ande logo, ta na hora, ta na hora, ta na hora, ta na hora...VAI!


Queria uma vida mais simples, sem horários marcados, sem pressa e nem dor. Aliás, o que fazemos com a nossa dor? A dor da saudade das pessoas que não vemos com frequencia por culpa desses compromissos, por culpa da preocupação com o futuro, porque sempre queremos tudo, tudo, tudo e NADA do que é essencial pra vida da gente.

Eu quero a paz de um sono tranquilo, não quero grilo, quero o amor. Só ele pode nos salvar.

Karla Domingos

domingo, 8 de novembro de 2009

=)


Vou postar aqui a música que me inspirou o nome do Blogger "Tudo em você é fullgás", dedicada a uma pessoa que entrou na minha vida ano passado, e hoje, estamos fazendo 7 meses de namoro.

Meu mundo você é quem faz
Música, letra e dança
Tudo em você é fullgás
Tudo você é quem lança
Lança mais e mais em mim

Só vou te contar um segredo
Não, não... nada, nada de mau nos alcança
Pois tendo você meu brinquedo
Nada machuca nem cansa

Então venha me dizer o que será
Da minha vida sem você
Noites de frio... dias não há
E um mundo estranho pra me segurar

Então onde quer que você vá, é lá...
Que eu vou estar, amor esperto
Tão bom te amar

E tudo de lindo que eu faço É ver com você, é ver feliz
Você me abre seus braços
E a gente faz um país

Você me abre seus braços
E a gente faz um país
(...)
A gente faz o Brasil

Estar com você é bom demais, não só os 7 meses de namoro, mas toda a amizade que ja tínhamos antes. Espero que venha outros meses, anos..décadas... Eu amo você, não é paixão, gabira, flerte, é amor. Amor sincero, construído aos poucos em cada conversa, em cada renúncia, em cada escolha.
Obrigada, Paulo Sérgio Trarbach :)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Do que me vem por hora, e já são horas!

Uma grão bem plantado e bem cuidado germina forte. Dessa forma, praga nenhuma o faz adoecer. A semente do amor, plantada com sinceridade, é assim.
Não se anime, nem crie ilusões falsas de que a primeira tempestade vai de fato quebrar os galhos dessa árvore, porque ela não enverga, não entorta, não enverga e nem entorta, não enverga e entorta não...

Kah Domingos, 01:30 da manhã =)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Das minhas vagas observações...


Olhando daqui tem uma menina sentada no tapete, ela lê um livro encostada nas almofadas e ri sozinha. Não sei qual livro esta a ler, meu óculos já não me serve mais como da primeira vez que o pus, hora de trocá-lo...Como tudo aquilo que já não nos serve mais.
Enfim, detenho-me na garota. Ela é uma daquelas meninas esquisitas que entram e as outras ficam olhando e dando graças a Deus por não terem nascido igual. Não falo isso de ruindade, ai de mim pensar assim, mas eu vi com esses olhos quase cegos os olhares furtivos de umas pras outras com um sorrisinho sacana no canto da boca.
Porém, cada folha em que a menina do tapete vira de seu livro é um sorriso, um afago nos cabelos, um apertão na coxa direita. Da-se para perceber o jeito como enche os pulmões devagar quando respira, daquele modo que até mesmo para uma semi-cega como eu enxergar o óbvio, ela lê um romance. Talvez para as meninas ela seja realmente uma esquisita, talvez pros garotos ela não seja interessante, mas enquanto lê seu livro, é fada, flor, é feitiçeira, é princesa, é amada, é desejada.
Toca o sinal, a menina fecha o livro e sai da biblioteca, o mundo de fantasia acabou, mas o sorriso dela ainda continua...Quem sabe depois daquela porta algo bom a espera, além dos olhares atravessados e dos comentários maldosos.
Eu que já não acredito mais em princípes encantados e já tenho a paz de quem se basta por si mesma, deixo entertê-me com estes fatos adolescentes de que tenho saudade, mesmo sabendo, desde esta época não sabia o que a vida queria de mim e nem eu sei ainda o que quero dela, deixo assim ficar subtendido, afinal "o que se leva da vida é a vida que se leva".


Karla Domingos

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As várias outras

Meus pensamentos são quebra-cabeças de 1milhão de peças. É extremamente difícil achar os encaixes, aliás, quando estou quase terminando desfaço tudo para começar novamente, porque as figuras formadas me parecem sem sentindo, mesmo estando as peças nos lugares devidamente certos.
Tenho andado confusa todos esses anos, parte de mim ainda vive no passado, a eterna criança de pés descalços brincando de pique-esconde e chorando pelo último pedaço de chocolate que não está mais guardado no fundo da geladeira.
A outra parte fica escondida, uma hora ou outra ela aparece, faz cara de fatal muda tudo em minha vida e sai sem dizer adeus. Outra hora ela se esvai em sonhos repetitivos e indecisos. Há vezes em que ela resolve ser adulta, ter responsabilidades, mas essa não dura muito, logo volta pra dentro de mim mesma, coloca os pés pra cima e diz que está cansada demais para fazer qualquer coisa.
É estranho pensar que sou várias dentro de uma só, ao mesmo tempo que sou flor sou espinho, ao mesmo tempo que ardo em chamas, fico gélida.

Então, peço que não me entenda, não hoje, não agora! Deixe-me ficar assim, em silêncio olhando a face de cada uma que existe dentro de mim e entendendo o que cada uma quer me dizer, com seus medos, prantos e servegonhices.

Karla Domingos

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O último adeus

O tempo passa por mim, nem me dou conta, quando finjo que vou me levantar pra ver as horas, caio novamente no mesmo lugar.
Hoje é dia de ficar quieta dentro de mim mesma, deixar o tempo ir onde acha que deve.
Fico aqui olhando de longe seus cabelos longíguos e imaculadamente brancos baterem desordenadamente a medida que a sua fome voraz engole tudo.
Ele passou por aqui a umas horas atrás, engoliu coisas que me pertenciam.
Não adianta chorar, engoliu, não tem volta.
Ando portão a fora, na chuva, sem preocupação alguma.
Tiro as sandálias, sinto o chão molhado e frio, penso que talvez essa seja a melhor forma de trazer-me a realidade, afinal, o tempo não vai parar de engolir minhas coisas, até o dia em que o próprio me engula.
Fico aqui recebendo pingos gélidos na nuca enquanto olho os meus pés, a chuva que cai no telhado faz um som
gostoso, acalma. As águas deslizam pelas bicas e fazem redemoinhos no ar até encontrarem o chão e deixar-se rolar por si só infiltrando tudo que acham pela frente.
Cai uma folha da árvore, o silêncio que está em meu coração é tão grande que julgo ouvir o barulho quando toca o chão, uma folha morta, um barulho seco, um soco de punhos fechados em meus tímpanos. Estranho, como toda a nossa vida. Repentina, como toda boa morte.



**Os longos cabelos brancos de fome insaciável, vulgo tempo, levou de mim hoje o meu avô.
Onde ele está agora, não tem mais dor. Eu o amava, do meu jeito torto, espero que não tenha partido antes de saber disso. Esteja em paz, Adeus.

sábado, 22 de agosto de 2009

Sábado a noite..

Amar requer paciência e bom humor, é extramamente natural que a gente sinta medo e procupação por aquilo que se chama futuro.
Estou em uma fase maravilhosa da minha vida, mesmo tendo que matar um leão a cada dia para sobreviver...Família, relacionamento em geral, trabalho e estudos...cada um tem o seu fardo, aquilo que escolheu pra si ou fora escolhido.
Um vento que sopra no pé e o faz gelar, algumas conversas que chegam aqui - sussuradas, quase mudas, a portas fechadas - um carro enguiçado na esquina tenta em vão sair do lugar, é o que preenche o meu sábado. O leão que lutei agora a pouco ainda está suspirando, é nomal que queira descansar para me enfrentar mais tarde, não tão enérgico quanto gostaria, mas é questão de tempo pra que ele volte.
Enquanto isso, descanso. Não temo, tenho o meu anjo agora.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

era o que eu queria dizer...

Seria mais fácil, como 1+1 são 2 se não estivesse acontecendo comigo. Seria mais fácil, como todos os dias nesse cotidiano de coisas mecanizadas, se não fosse com meus pensamentos infinitos.
O passado não se dá pra negar e simplesmente passar borracha.
Não é que eu ainda goste, não é que eu ainda queira como um dia quis, minha realidade hoje é outra, outro alguém, outros planos. Mas, quando vejo quero conversar, quero lembrar de coisas engraçadas que nos aconteceram e me sinto feliz por isso.
És o "objeto" que me faz lembrar uma época muito gostosa da minha vida, seria injusto e cruel negar isto. Fico triste que suas escolhas não tenham dado certo e fico feliz pela tua filha estar tão bem, ela é linda e bem se vê que não é só na aparencia física que vocês tem traços iguais, como tambem na personalidade.
Você nunca vai chegar a ler isso e eu escrevo aqui como uma tentativa frustrada de acalmar minha cabeça desses pensamentos idiotas de que eu tinha que ter dito isto tudo a você.
Mas, o que saíram foram palavras vazias, sem sentido até pra mim. Então, como outra tentativa frustrada, vou pedir desculpas por não ter dito o que merecia ouvir. Que estas desculpas possam ecoar e chegar até você, algum dia.

Karla Domingos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Itinerário


Com a cabeça encostada na janela do ônibus, reparo em toda rua que passa rápido, algumas são estreitas outras mais largas, brota de cada uma delas frêmitos de vida.
Olhando pra cada um do ônibus agora, imagino quantas histórias, aprovações, derrotas, sentimentos guardados, medos e palavras não ditas, sufocadas, que cada um leva dentro de si.
O ônibus vai com pressa, mas na velocidade que pode, volta e meia ele vai ter que pegar mais um pelo caminho e isso faz com que pare várias vezes, meu estômago embrulha um pouco nesse frenêsi de paradas repentinas, mas bem ou mal, a mente continua.
Parou no sinal, duas pessoas se aproximam e fazem malabares. As voltas que os pinos dão no ar me remetem os ponteiros do relógio, lembro que não gosto de relógio...nunca gostei. Pego o celular e olho há quanto tempo já estou no coletivo, que pára mais uma vez e dois rapazes pulam a roleta.
O que faz uma pessoa burlar as regras? A miséria ou a falta de vergonha na cara? Talvez as regras existem mesmo para serem burladas.
Volto de novo para janela, vejo pessoas correndo e me imagino perguntando à elas "porque correr tanto?", e no meu devaneio a pessoa responde "pra se ter saúde, horas!". Saúde...Hãm, uma boa resposta, se fosse comigo eu responderia sem pestanejar "Pra tentar ficar gostosa, claro!"
Detenho-me nas pessoas mais uma vez, tem uma criança sorrindo no colo da mãe, bem, esta última não está sorrindo. Aliás, tem o rosto abatido como se o dia tivesse sido um daqueles bem bravos que a gente só quer poder chegar em casa logo, tomar um banho e dormir. A criança continua a rir, como se debochasse do cansaço da mãe "Ei, você se cansou me carregando o dia inteiro e eu continuo bem, trouxa, trouxa, trouxa". É claro que isso é mais uma das (várias)viagens da minha cabeça, o que fez até, discretamente, que eu desse um sorriso contido no canto da boca.
O ônibus vira à esquerda, na esquina vê-se dois mendigos deitados à sombra de uma árvore.
Há quem diga," o sol nasceu pra todos", eu não discordo. Mas, é fato que a sombra é para poucos.
É claro que se fosse a sombra propriamente dita os mendigos seriam uns puta sortudos.
Esses pensamentos todos me fizeram refletir se um dia vai existir um pedaço de sombra pra mim. O sol ainda está a pino na minha vida e o meu cantil de água ameaça secar.
Balanço a cabeça tentando afastar as coisas tristes que me vêm, fecho os olhos...Sinto o vento. Como é bom sentir o vento batendo, mexa por mexa dos meus cabelos fazendo-os dançar desordenados em meu rosto, dando chicotadinhas de leve na ponta do nariz. Isso me faz sentir viva, como aquele beijo que eu recebi antes de entrar no ônibus.
Quero poder ver a minha vida chegar ao seu destino assim como esse ônibus, que depois da curva, mostra que é hora de descer e pisar enfim, com os dois pés no chão.

Karla Domingos

O que se diz é o que se cria

Será que as pessoas sabem o poder que as palavras têm? O quanto aquilo que dizem pode arruinar os sonhos de outras pessoas, causar dor... Sofrimento.

Será que as pessoas medem o que dizem, pensam no que os outros vão sentir e levam em conta as opiniões que não sejam as suas próprias?

As palavras, mesmo as mais simples e de fácil compreensão, são capazes de grandes feitos.

Na bíblia diz que com umas poucas palavras pronunciadas por Deus o mundo foi criado. “Que haja luz”, foi assim que as trevas se dissiparam, poucos tem o dom de espantar as trevas, que existem em nós, com apenas algumas palavras.

Felizes são aqueles que pensam antes de falar, que sabem o que dizer e principalmente compreende que cada vez que a sua língua desenrola, para que se diga algo, é um mundo que está prestes a se formar de sua boca.

Karla Domingos



sexta-feira, 31 de julho de 2009

O narrador


Sente aqui e conte-me uma história, qualquer história. Pode ser daquelas que nunca gostamos do final, pode ser daquelas que nos impressionam do começo ao fim, tamanha habilidade do narrador em contá-la. Pode ser o que quiserdes, mas conte-me uma história! Que seja de mocinhos, vilões e bandidos. Que seja sobre feitiços, trapaças ou até mesmo conto de fadas, que seja o que quiserdes! Não importa o enredo, o cenário. Não importa nada, desde que sentes aqui e conte-me uma história. Eu insisto. Insisto porque sei, meus olhos vão brilhar quando encontrarem os teus e me deixaram hipnotizada, a tal ponto, que não vou ouvir uma palavra do que dizes. Transportar-me-ei para os teus olhos e nessa hora, a história acontece dentro de mim, não a que me contas, mas a que crio para meu próprio prazer. Não preciso de mais personagem além de nós. Juntos, somos o começo, meio e fim... Cálidos olhos de avelã, vidrados.

Karla Domingos

sábado, 25 de julho de 2009

Responsabilidade


É complicado ser responsabilizada por tantas coisas. Pela felicidade de outras pessoas e até mesmo a infelicidade.
Fato é que nunca conseguimos agradar a todos e no fundo sempre fica um sentimento de que tudo que voce fez ou faz é um processo longo e contínuamente renovado, ou seja, infinito...absurdamente infinito.
Agora entendo a frase "és o único responsável pelo que cativas"





Karla Domingos, alguns min antes de tomar banho no dia 25 do mês de Junho do ano de 2009.

sábado, 18 de julho de 2009

Olhos fechados


Sabe se lá o que a noite traz quando cai. Misto de apatia com vontades que vem do nada.
Alegrias, sorrisos e promessas acontecidas à luz do dia, agora são lembranças que mais tarde ficam adormecidas.
Pouca gente sabe o poder que a noite tem de amordaçar as nossas dores, muitos não sabem que a maioria das pessoas deixam pra chorar à noite, como se acalentasse.
Pouca gente sabe, e por isso muitos temem, há certo encanto na escuridão. Com isto, é um equívoco pensar que as trevas tragam sentimentos ruins, pois as melhores sensações são sentidas de olhos fechados.

Karla Domingos, 18/07/09

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Constantes

Meu pensamento divaga por assuntos tão comuns e ao mesmo tempo complexos pra mim.

Sinto falta, sinto o gosto e o desgosto de perceber que não estás perto.

Acordo de noite e tateio ao meu lado, nada.
O NADA ressoa pelo quarto, bate várias vezes na parede e volta a mim em um ciclo vicioso.


E nesse despertar do meu pesadelo, já nem me recordo mais dos teus carinhos, digo aos passarinhos que tragam notícias suas, mas muitos perdem-se por essa imensidão azul.


Ah! Como eu gostaria de me perder também nessa imensidão, voar e ver do alto tudo pequeno, sentir o vento e a leve sensação de liberdade.


Liberdade esta que só encontro em ti, amor tão desigual a mim.




Karla Domingos, 16/07/09

terça-feira, 14 de julho de 2009

Nada poético, só fatos vivenciados.

Levantei um instante da frente do computador pra procurar algo que eu pudesse beber, achei um suco de caixinha sabor pêssego.
Voltei junto à tela e de súbito, como algo que já estivesse dentro de mim há tempos, comecei a pensar nesse suco de caixinha.
Você já parou pra pensar em como o ser humano, nos tempos atuais, age de modo mecânico?
A gente pega ali o suco pronto, abre a embalagem mega moderna a ponto de te garantir nenhum esforço.Com isto, fica pra trás toda a parte bonita, dessa coisa toda.
O pêssego antes fora semente, que cresceu e deu seus frutos, o homem do campo colheu, selecionou os melhores. O pêssego sofreu depois disso, até chegar o seu estado de “suco”, foi espremido, torturado! E aonde que em uma caixinha tão bonita e prática enxergamos isso?
A situação está tão feia que fazemos isso com as pessoas sem perceber.
Hoje, por exemplo, no meu curso um dos meninos pediu pra que eu o ajudasse com certa garota. Aí, do nada, outro menino da minha sala fez um comentário duvidoso, disse que tinham contado pra ele que a menina fazia programas.
Eu nem liguei, não dei moral.
Quando fui conversar com a mesma, realmente, a aparência dela era daqueles bordéis bem sinistros, mas a menina foi até bem educada, gente fina.
Penso que, julgaram-na pela aparência, ou algum tremendo filho da pucca inventou essa história porque levou um tremendo pé nas nádegas.
Enfim, detemo-nos apenas na aparência da garota, julgaram-na pela aparência sem saber quantos processos de lapidações na vida ela passou pra ter chegado ao que se é. Igual ao suco, a gente não sabe de onde a fruta veio, das mãos de quem foi colhida e muito menos o que ela passou até chegar ali, pronto pra você.
Então, minha gente! Reflitamos um pouco a respeito do que realmente são as palavras, VIDA E RESPEITO AO PRÓXIMO para evitarmos os PRÉ-CONCEITOS E PRECONCEITOS.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

TÉDIO

O tédio espreita em um dia de domingo, fala em soluços...Baixinho.
Seus passos mansos e sua voz rouca causam sono e fadiga.
Você quer sair, mas o tédio lhe puxa e mostra que no guarda-roupas não tem peça nenhuma que lhe agrade.
Você diz que não se importa e chega a passar pela porta, mas ele diz que a rua está fria e só.
Você diz que tudo bem, já que não tem jeito, eu ligo a TV.
Ele diz que acha graça a TV só embaça a mente de quem vê.
E essa discussão dura as 24h do dia, até você entender que, se consegues ficar entediada estando sozinha deve ser porque estás em péssima companhia.
Karla Domingos, 12 de Julho de 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

Pés pelas mãos



O que faz sentir o meu peito bater mais forte? Quanto bate no combate até o cansaço? Faz ferida, desconcertos e contentamentos, prato feito do meu dia que alimenta.
No pensar dos meus dias fatigantes, na rotina de uma mente de lembranças vagas, bate o peito no descompasso do teu passo, que se arrasta, muito lento, ao meu encontro. Nessa expectativa de que chegues mais depressa me embaraço, tropeço, faço errado o que eu julgava fazer certo e, metendo os pés pelas mãos, atraso muito mais nosso caminho.
Maldita ansiedade, maldita é a vontade de te ter logo comigo. E, quando esse dia chegar agradecerei aos céus pela paz de minha alma, pois não há outro fogo que me acalma tanto quando o do inferno que acontece entre nós dois.
Karla Domingos, 11 de Julho de 2009

A FACE


Das minhas dúvidas mais cruéis, nos meus devaneios e mentiras é que me vem as melhores surpresas do meu dia-a-dia.
Então, não me culpe amor pelas mentiras que criei, sobre os personagens que inventei para contar a minha fábula a você.
Mentiras não nos levam a nada, mas e a verdade, onde nos leva?
Deixa-me alienar, deixa-me viver na fantasia, não me tires isso com a face obscura e fria da verdade de que não me amas mais.


Karla Domingos, 11 de Julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais uma história casual, ou não

Ela pensava “Ta, tudo bem!”, quando se viu em frente a mais uma contradição de afeto em sua vida.
O cara que ela achava que a podia levar a sério, como gostaria, desistiu, parou antes mesmo de começar o caminho.
Prometeu pra si mesma que ia abstrair (ledo engano, ficou uns meses ainda se iludindo), mas naquele dia resolveu sair. Precisava sair.
Ele, também vinha de outras situações perturbadoras. Não deu muita sorte com relacionamentos em sua vida e naquele dia precisava fotografar um show no qual julgava antecipadamente que iria odiar. Mas, trabalho é trabalho.
Sabe-se lá porque, o destino, o acaso ou até mesmo Deus juntou essas duas histórias.
Ela vestiu-se, chamou a amiga para o show que queria ir e chegaram lá umas horas mais cedo. Não subiram, resolveram primeiro beber, animar.Ele chegou cedo também, sem saber muito porque até constatar que a ideia era essa mesmo, chegar cedo e ir embora mais cedo ainda.
As amigas ainda lá em baixo, bebendo e contanto os últimos casos acontecidos em suas vidas resolveram subir.
Ele tirou a câmera da mochila e começou a “ajustá-la” quando do nada aparece duas garotas que podia jurar, tinham bebido. Eis que a menor delas pede pra que tire uma foto.
Não! Tirar foto cedo assim, nem tinha começado o evento, ia gastar bateria à toa sem contar as fotos “sem-noção” que iriam ficar. Mas a pequena insistiu, mesmo que fosse o caso de apagar depois, era só questão de “matar o tempo”, antes que ele nos mate.
Mesmo ainda desconfiado o rapaz sabia da sua tenra mania de nunca conseguir dizer não. Na verdade, ele até foi com a cara dela, mesmo sabendo que não estava sóbria (mais tarde ele entendeu que bebida não fazia diferença alguma).
Foto vem e vai, papo vem e vai e os portões se abrem. Antes de entrarem trocaram e-mail, a garota queria as fotos depois.
Será que ele ia ter coragem de apagá-las? Não, ele gostara delas.
Lá dentro eles se encontraram muitas vezes, até que uma hora resolveu parar e curtir junto com ela o show que ele “não ia gostar”, mas gostou.
O show acabou e ela saiu com a certeza de ter arranjado um novo amigo.
Ele achou engraçado o jeito dela, sabia também que tinha feito uma nova amiga.
O tempo passa e a amizade só crescia, as histórias hilárias também e aos poucos os amigos em comum.
O cara que ela gostava ainda a fazia entristecer, como se não bastasse, ainda tinha esperanças que tudo mudasse. Pra completar a história ele também começou a gostar de uma garota, sua amiga ficou super feliz por isso, uma vez que, como ele mesmo dizia, era “muito igual” a ele. Mesmo estilo, gosto musical e amigos em comum. Deu certo por um tempo, até ele ver que fatores externos iguais aos seus não quer dizer que o pensar e o sentir também o é.
Tudo chegou a um ponto que os amigos comunicavam-se todos os dias para dizer um ao outro tudo que sentiam sobre os fatos que os incomodavam, começaram a se ver frequentemente e os dias passaram até a chegada do carnaval.
Ela foi para casa da família no interior e ele foi parar no olho do furacão, Salvador-BA.
Apesar de longe e em meio a tanta gente, a viajem que também servira para esquecer os últimos contratempos vividos, servira também para constatar outros sintomas. Não conseguia parar de pensar na pequena, tudo lembrava. Foi então que entendeu, o sentimento havia chegado, se instalado e crescido, sem que ele percebesse.
Ela, também pensava nele, sentira saudades. Para a garota os sentimentos ainda eram embaraçados, sabia que a amizade havia crescido, tinha vezes que ficava confusa, mas sempre deixando os pés no chão. Quando ele voltou do carnaval, a pequena ainda estava no interior, foi então que ela o convidou a ir visitá-la e ele aceitou. A felicidade era evidente, estampada nela e na cara dela quando viu seu amigo chegar, passaram o dia todo juntos e durante todo o dia ele ficara com vontade de dizer a ela a descoberta que tinha feito.
A partir daí, depois que voltaram para casa, os sentimentos perturbavam mais, sufocavam mais. Ela preferia não acreditar, fazer vista grossa.
Ele, com medo de falar o que sentia e acabar a amizade que haviam construído.
Até que um dia, em uma conversa ele resolveu falar o que guardava já havia um tempo. Ela, ainda indecisa pediu para colocar as ideias no lugar.
Pensou na amizade que perderia se não desse certo e ao mesmo tempo no sentimento que ambos estavam cultivando.
Resolveu arriscar.
Quando marcaram pra se encontrar, na cabeça dela ainda estava tudo muito estranho. Foram assistir a um filme, péssimo filme, aliás.
Aquele clima tenso e intenso, não sabendo nem onde colocar as mãos, uma hora resolveram se olhar e foi aí que o beijo aconteceu. Não poderia ter sido melhor, foi nesse momento que todas as dúvidas se dissiparam e sobrou espaço pra uma única certeza, de que eles mereciam um ao outro, mereciam ser felizes.
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Não importa as voltas que o mundo tenha dado para que tenhamos chegado até aqui, teria caminhado o mesmo caminho um bilhão de vezes mais se no final o resultado fosse sempre você na minha vida.
Karla Domingos, 10 de Julho de 2009.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Média.


Vai dizer, vai pensar, vai pesar se vale a pena.
Perder pra encontrar a saída?
Onde o rio deságua? Onde vai dar? Em que caminhos ele anda pra chegar até o mar?
Está quente, está frio. Está escuro, rosa chock.
Logo pra mim, logo e tão somente pra mim que julgava não existir nada de meio, ou é ou não é.
Hoje vejo, existe o começo o meio o fim, o um quarto o mais dois, o eu e você.
Quantas vezes temos que provar o azedo antes pra dar valor ao doce?
Quantas vezes temos que provar o doce pra saber que ele enjôa? E não perdôa, não.
É das medidas inexatas que a gente acha a média, é das contradições que a gente acerta, afinal, não há nada mais contraditório do que a vida, o eu e você, o não querer bem querendo, o mal dizer bem-dizendo o não amar amando. A mando de quem? Vai saber...Vai saber.

Karla Domingos

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Selinho dindindinho!


Ganhei um selo da minha amiga Ravenna :)
Que lindo isso!
Bom, fico feliz que eu tenha ganhado e ao mesmo tempo pra quem eu vou passar?
Por enquanto só a Ravenna me segue...
Enfim, vou postar um blog (clique aqui) que eu comecei a acompanhar hoje (gostei MUITO aliás).

Amiga, obrigada pelo selinho! ;*

1) A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer até o fim da vida
2) É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas e é necessário que a pessoa explique as regras do jogo
3) Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs
4) Deixar um comentário para quem nos convidou.

Minha Lista dos Desejos:

1 - Quero ter um bom trabalho, não para ser bilionária, mas sim ter uma condição social boa e dar uma vida muito melhor pra minha mãe.
2 - Gostaria de trabalhar embarcada e de preferência pra PETROBRAS :)
3 - Ter duas casas, bem bonitinhas e decoradas por mim; uma aqui em Vitória-ES e outra em Castelo-ES, na roça, no meio do nada pra eu fugir de vez em quando.
4 - Tirar a minha CNH e ter um carro, preto!
5 - Casar, mas só depois de muito tempo, de muitos planos, de uma estabilidade social dos dois.
6 - Ter filhos, mas só depois de uns 6 anos de casada (lembrando que filhos está no plural para o caso de que eu resolva, por ventura, queemmm sabeeee, ter dois!) - há a possibilidade de adotar ao menos um, pelo menos tenho vontade.
7 - Conhecer o Brasil INTEIRO primeiro, depois sim, conhecer o mundo à fora!
8 - Que as pessoas que eu amo ficassem ao meu lado pra sempre. Mas, como eu sei que de fato isto é impossível, gostaria que meus momentos e meu relacionamento com elas fosse o mais lindo e o melhor possível.

Ravenna, você é uma linda e eu te amo muito! Saudade! :)~
BeijoNes ;*

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O poder, o pudor.


Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ser e não foi. De tudo que seria meu e não é. De tudo que acredito em acreditar desconfiando. Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ter sido dito, das promessas casuais que me aparecem sem sentido. Propostas, descasos, desapegos. Irreconhecível ao meu coração, todos os sentimentos que me são proporcionados, não por serem vagos mas, profundos. Não por serem ralos mas, grossos de desejo, do incejo, do perfume, do turpor que me acomete e me invade. O poder, o pudor...minha alma nua. Nua de conceitos, preconceitos e premissas. Minha alma por si só, intocável, imaculadamente branca é um papel, pronto para ser rabiscado...sem borracha. Desnudo do mundo, de tudo e no fim, a paz que me invade, toma a alma no seu colo e a faz dormir tranqüila sem choro, no gozo da felicidade que nos chega sem motivo, mas que vem serena, no final da tarde revelendo a mim como é bom ter alguém, como é bom se sentir inteira novamente.
Karla Domingos

sexta-feira, 17 de abril de 2009

É tanto pra se pensar...




É tanto pra se decidir, pra sentir, pra viver.
Sentimentos conturbados, desesperados e desesperadores.
Uma vontade de não faço idéia, uma vontade de não sei o que.
Eu quero me decidir, mas o tempo decide por mim.
Eu quero me decidir, mas os fatos decidem por mim.
Eu preciso me decidir, mas esses conflitos entre a cabeça e o coração, a razão e a emoção não me deixam refletir.

E estou vivendo assim: um dia após o outro, sensação após sensação, momento após momento.

Não sei p'ronde vou, não quero saber onde a estrada vai dar...
O que desejo mesmo é chegar do ponto mais alto da montanha, olhar pra baixo e ver tudo com mais nitidez.
E até lá "...Que seja infinito enquanto dure".
Karla Domingos .

quarta-feira, 8 de abril de 2009

5 coisas que aprendi com o lápis.


1° qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade. 2° qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor. 3° qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça. 4° qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. E Finalmente a 5° qualidade: O Lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que vc fizer na vida, irá deixar traços...
{Paulo Coelho}

domingo, 5 de abril de 2009

Amizade...


Maravilha é ter amigos. Mas, amigos de verdade! Daqueles que você pode contar o tempo todo, que não tem medo de falar o que sente, o que pensa hora alguma, porque sabe que não vai ser ridicularizado ou rejeitado. A liberdade que pode se sentir em um único olhar, o mundo de idéias que nos vem na mente com um simples aceno e a certeza que podemos enfrentar tudo quando encontra o sorriso do outro que te afirma "vai, estou contigo!". Não vou dar "nome aos bois", porque meus amigos de verdade sabem que estou falando diretamente à eles agora. AMO VOCÊS E SIMPLESMENTE NÃO SOU NADA, HORA ALGUMA, SEM TÊ-LOS PERTO DE MIM. Obrigada por me aceitarem como sou, obrigada pelas palavras que sempre me dizem, obrigada por me fazerem feliz. Vocês são o reflexo de toda a alegria que guardo comigo! Beijos :D




Karla Domingos .

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mulheres quando estão juntas...


Mulheres quando se juntam parecem que o assunto nunca acaba, e mesmo que se passe alguns minutos sem uma única palavra, basta um olhar para a amiga e você logo sabe o que ela está pensando, e simplesmente ri sozinha.
E os homens? Bom, os homens são ilustrado nos seus diálogos como bonecos articulados, que vivem quebrando e que por mais sem graça que sejam, ainda é o brinquedo favorito delas.
Enfim, mulheres quando se juntam são deliciosamente INSUPORTÁVEIS!



Karla Domingos