quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não tenho nome para este poema

Se paro penso que fico, se vou sei que não páro

Eu tenho os meus infinitos e faço (de tudo!) ao contrário

A vida por ser assim, nos entrega a própria sorte

E faz às vezes do riso o seu leito de morte

Tenho mais calos do que pele macia

Guardo mais espinhos do que flores colhidas

Mas, não reclamo... não reclamo

Da erva daninha faço flor, do espinho fere-se o amor

E amando assim, mesmo ferida, sinto-me inteira


Karla Domingos

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