sexta-feira, 31 de julho de 2009

O narrador


Sente aqui e conte-me uma história, qualquer história. Pode ser daquelas que nunca gostamos do final, pode ser daquelas que nos impressionam do começo ao fim, tamanha habilidade do narrador em contá-la. Pode ser o que quiserdes, mas conte-me uma história! Que seja de mocinhos, vilões e bandidos. Que seja sobre feitiços, trapaças ou até mesmo conto de fadas, que seja o que quiserdes! Não importa o enredo, o cenário. Não importa nada, desde que sentes aqui e conte-me uma história. Eu insisto. Insisto porque sei, meus olhos vão brilhar quando encontrarem os teus e me deixaram hipnotizada, a tal ponto, que não vou ouvir uma palavra do que dizes. Transportar-me-ei para os teus olhos e nessa hora, a história acontece dentro de mim, não a que me contas, mas a que crio para meu próprio prazer. Não preciso de mais personagem além de nós. Juntos, somos o começo, meio e fim... Cálidos olhos de avelã, vidrados.

Karla Domingos

sábado, 25 de julho de 2009

Responsabilidade


É complicado ser responsabilizada por tantas coisas. Pela felicidade de outras pessoas e até mesmo a infelicidade.
Fato é que nunca conseguimos agradar a todos e no fundo sempre fica um sentimento de que tudo que voce fez ou faz é um processo longo e contínuamente renovado, ou seja, infinito...absurdamente infinito.
Agora entendo a frase "és o único responsável pelo que cativas"





Karla Domingos, alguns min antes de tomar banho no dia 25 do mês de Junho do ano de 2009.

sábado, 18 de julho de 2009

Olhos fechados


Sabe se lá o que a noite traz quando cai. Misto de apatia com vontades que vem do nada.
Alegrias, sorrisos e promessas acontecidas à luz do dia, agora são lembranças que mais tarde ficam adormecidas.
Pouca gente sabe o poder que a noite tem de amordaçar as nossas dores, muitos não sabem que a maioria das pessoas deixam pra chorar à noite, como se acalentasse.
Pouca gente sabe, e por isso muitos temem, há certo encanto na escuridão. Com isto, é um equívoco pensar que as trevas tragam sentimentos ruins, pois as melhores sensações são sentidas de olhos fechados.

Karla Domingos, 18/07/09

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Constantes

Meu pensamento divaga por assuntos tão comuns e ao mesmo tempo complexos pra mim.

Sinto falta, sinto o gosto e o desgosto de perceber que não estás perto.

Acordo de noite e tateio ao meu lado, nada.
O NADA ressoa pelo quarto, bate várias vezes na parede e volta a mim em um ciclo vicioso.


E nesse despertar do meu pesadelo, já nem me recordo mais dos teus carinhos, digo aos passarinhos que tragam notícias suas, mas muitos perdem-se por essa imensidão azul.


Ah! Como eu gostaria de me perder também nessa imensidão, voar e ver do alto tudo pequeno, sentir o vento e a leve sensação de liberdade.


Liberdade esta que só encontro em ti, amor tão desigual a mim.




Karla Domingos, 16/07/09

terça-feira, 14 de julho de 2009

Nada poético, só fatos vivenciados.

Levantei um instante da frente do computador pra procurar algo que eu pudesse beber, achei um suco de caixinha sabor pêssego.
Voltei junto à tela e de súbito, como algo que já estivesse dentro de mim há tempos, comecei a pensar nesse suco de caixinha.
Você já parou pra pensar em como o ser humano, nos tempos atuais, age de modo mecânico?
A gente pega ali o suco pronto, abre a embalagem mega moderna a ponto de te garantir nenhum esforço.Com isto, fica pra trás toda a parte bonita, dessa coisa toda.
O pêssego antes fora semente, que cresceu e deu seus frutos, o homem do campo colheu, selecionou os melhores. O pêssego sofreu depois disso, até chegar o seu estado de “suco”, foi espremido, torturado! E aonde que em uma caixinha tão bonita e prática enxergamos isso?
A situação está tão feia que fazemos isso com as pessoas sem perceber.
Hoje, por exemplo, no meu curso um dos meninos pediu pra que eu o ajudasse com certa garota. Aí, do nada, outro menino da minha sala fez um comentário duvidoso, disse que tinham contado pra ele que a menina fazia programas.
Eu nem liguei, não dei moral.
Quando fui conversar com a mesma, realmente, a aparência dela era daqueles bordéis bem sinistros, mas a menina foi até bem educada, gente fina.
Penso que, julgaram-na pela aparência, ou algum tremendo filho da pucca inventou essa história porque levou um tremendo pé nas nádegas.
Enfim, detemo-nos apenas na aparência da garota, julgaram-na pela aparência sem saber quantos processos de lapidações na vida ela passou pra ter chegado ao que se é. Igual ao suco, a gente não sabe de onde a fruta veio, das mãos de quem foi colhida e muito menos o que ela passou até chegar ali, pronto pra você.
Então, minha gente! Reflitamos um pouco a respeito do que realmente são as palavras, VIDA E RESPEITO AO PRÓXIMO para evitarmos os PRÉ-CONCEITOS E PRECONCEITOS.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

TÉDIO

O tédio espreita em um dia de domingo, fala em soluços...Baixinho.
Seus passos mansos e sua voz rouca causam sono e fadiga.
Você quer sair, mas o tédio lhe puxa e mostra que no guarda-roupas não tem peça nenhuma que lhe agrade.
Você diz que não se importa e chega a passar pela porta, mas ele diz que a rua está fria e só.
Você diz que tudo bem, já que não tem jeito, eu ligo a TV.
Ele diz que acha graça a TV só embaça a mente de quem vê.
E essa discussão dura as 24h do dia, até você entender que, se consegues ficar entediada estando sozinha deve ser porque estás em péssima companhia.
Karla Domingos, 12 de Julho de 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

Pés pelas mãos



O que faz sentir o meu peito bater mais forte? Quanto bate no combate até o cansaço? Faz ferida, desconcertos e contentamentos, prato feito do meu dia que alimenta.
No pensar dos meus dias fatigantes, na rotina de uma mente de lembranças vagas, bate o peito no descompasso do teu passo, que se arrasta, muito lento, ao meu encontro. Nessa expectativa de que chegues mais depressa me embaraço, tropeço, faço errado o que eu julgava fazer certo e, metendo os pés pelas mãos, atraso muito mais nosso caminho.
Maldita ansiedade, maldita é a vontade de te ter logo comigo. E, quando esse dia chegar agradecerei aos céus pela paz de minha alma, pois não há outro fogo que me acalma tanto quando o do inferno que acontece entre nós dois.
Karla Domingos, 11 de Julho de 2009

A FACE


Das minhas dúvidas mais cruéis, nos meus devaneios e mentiras é que me vem as melhores surpresas do meu dia-a-dia.
Então, não me culpe amor pelas mentiras que criei, sobre os personagens que inventei para contar a minha fábula a você.
Mentiras não nos levam a nada, mas e a verdade, onde nos leva?
Deixa-me alienar, deixa-me viver na fantasia, não me tires isso com a face obscura e fria da verdade de que não me amas mais.


Karla Domingos, 11 de Julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais uma história casual, ou não

Ela pensava “Ta, tudo bem!”, quando se viu em frente a mais uma contradição de afeto em sua vida.
O cara que ela achava que a podia levar a sério, como gostaria, desistiu, parou antes mesmo de começar o caminho.
Prometeu pra si mesma que ia abstrair (ledo engano, ficou uns meses ainda se iludindo), mas naquele dia resolveu sair. Precisava sair.
Ele, também vinha de outras situações perturbadoras. Não deu muita sorte com relacionamentos em sua vida e naquele dia precisava fotografar um show no qual julgava antecipadamente que iria odiar. Mas, trabalho é trabalho.
Sabe-se lá porque, o destino, o acaso ou até mesmo Deus juntou essas duas histórias.
Ela vestiu-se, chamou a amiga para o show que queria ir e chegaram lá umas horas mais cedo. Não subiram, resolveram primeiro beber, animar.Ele chegou cedo também, sem saber muito porque até constatar que a ideia era essa mesmo, chegar cedo e ir embora mais cedo ainda.
As amigas ainda lá em baixo, bebendo e contanto os últimos casos acontecidos em suas vidas resolveram subir.
Ele tirou a câmera da mochila e começou a “ajustá-la” quando do nada aparece duas garotas que podia jurar, tinham bebido. Eis que a menor delas pede pra que tire uma foto.
Não! Tirar foto cedo assim, nem tinha começado o evento, ia gastar bateria à toa sem contar as fotos “sem-noção” que iriam ficar. Mas a pequena insistiu, mesmo que fosse o caso de apagar depois, era só questão de “matar o tempo”, antes que ele nos mate.
Mesmo ainda desconfiado o rapaz sabia da sua tenra mania de nunca conseguir dizer não. Na verdade, ele até foi com a cara dela, mesmo sabendo que não estava sóbria (mais tarde ele entendeu que bebida não fazia diferença alguma).
Foto vem e vai, papo vem e vai e os portões se abrem. Antes de entrarem trocaram e-mail, a garota queria as fotos depois.
Será que ele ia ter coragem de apagá-las? Não, ele gostara delas.
Lá dentro eles se encontraram muitas vezes, até que uma hora resolveu parar e curtir junto com ela o show que ele “não ia gostar”, mas gostou.
O show acabou e ela saiu com a certeza de ter arranjado um novo amigo.
Ele achou engraçado o jeito dela, sabia também que tinha feito uma nova amiga.
O tempo passa e a amizade só crescia, as histórias hilárias também e aos poucos os amigos em comum.
O cara que ela gostava ainda a fazia entristecer, como se não bastasse, ainda tinha esperanças que tudo mudasse. Pra completar a história ele também começou a gostar de uma garota, sua amiga ficou super feliz por isso, uma vez que, como ele mesmo dizia, era “muito igual” a ele. Mesmo estilo, gosto musical e amigos em comum. Deu certo por um tempo, até ele ver que fatores externos iguais aos seus não quer dizer que o pensar e o sentir também o é.
Tudo chegou a um ponto que os amigos comunicavam-se todos os dias para dizer um ao outro tudo que sentiam sobre os fatos que os incomodavam, começaram a se ver frequentemente e os dias passaram até a chegada do carnaval.
Ela foi para casa da família no interior e ele foi parar no olho do furacão, Salvador-BA.
Apesar de longe e em meio a tanta gente, a viajem que também servira para esquecer os últimos contratempos vividos, servira também para constatar outros sintomas. Não conseguia parar de pensar na pequena, tudo lembrava. Foi então que entendeu, o sentimento havia chegado, se instalado e crescido, sem que ele percebesse.
Ela, também pensava nele, sentira saudades. Para a garota os sentimentos ainda eram embaraçados, sabia que a amizade havia crescido, tinha vezes que ficava confusa, mas sempre deixando os pés no chão. Quando ele voltou do carnaval, a pequena ainda estava no interior, foi então que ela o convidou a ir visitá-la e ele aceitou. A felicidade era evidente, estampada nela e na cara dela quando viu seu amigo chegar, passaram o dia todo juntos e durante todo o dia ele ficara com vontade de dizer a ela a descoberta que tinha feito.
A partir daí, depois que voltaram para casa, os sentimentos perturbavam mais, sufocavam mais. Ela preferia não acreditar, fazer vista grossa.
Ele, com medo de falar o que sentia e acabar a amizade que haviam construído.
Até que um dia, em uma conversa ele resolveu falar o que guardava já havia um tempo. Ela, ainda indecisa pediu para colocar as ideias no lugar.
Pensou na amizade que perderia se não desse certo e ao mesmo tempo no sentimento que ambos estavam cultivando.
Resolveu arriscar.
Quando marcaram pra se encontrar, na cabeça dela ainda estava tudo muito estranho. Foram assistir a um filme, péssimo filme, aliás.
Aquele clima tenso e intenso, não sabendo nem onde colocar as mãos, uma hora resolveram se olhar e foi aí que o beijo aconteceu. Não poderia ter sido melhor, foi nesse momento que todas as dúvidas se dissiparam e sobrou espaço pra uma única certeza, de que eles mereciam um ao outro, mereciam ser felizes.
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Não importa as voltas que o mundo tenha dado para que tenhamos chegado até aqui, teria caminhado o mesmo caminho um bilhão de vezes mais se no final o resultado fosse sempre você na minha vida.
Karla Domingos, 10 de Julho de 2009.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Média.


Vai dizer, vai pensar, vai pesar se vale a pena.
Perder pra encontrar a saída?
Onde o rio deságua? Onde vai dar? Em que caminhos ele anda pra chegar até o mar?
Está quente, está frio. Está escuro, rosa chock.
Logo pra mim, logo e tão somente pra mim que julgava não existir nada de meio, ou é ou não é.
Hoje vejo, existe o começo o meio o fim, o um quarto o mais dois, o eu e você.
Quantas vezes temos que provar o azedo antes pra dar valor ao doce?
Quantas vezes temos que provar o doce pra saber que ele enjôa? E não perdôa, não.
É das medidas inexatas que a gente acha a média, é das contradições que a gente acerta, afinal, não há nada mais contraditório do que a vida, o eu e você, o não querer bem querendo, o mal dizer bem-dizendo o não amar amando. A mando de quem? Vai saber...Vai saber.

Karla Domingos

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Selinho dindindinho!


Ganhei um selo da minha amiga Ravenna :)
Que lindo isso!
Bom, fico feliz que eu tenha ganhado e ao mesmo tempo pra quem eu vou passar?
Por enquanto só a Ravenna me segue...
Enfim, vou postar um blog (clique aqui) que eu comecei a acompanhar hoje (gostei MUITO aliás).

Amiga, obrigada pelo selinho! ;*

1) A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer até o fim da vida
2) É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas e é necessário que a pessoa explique as regras do jogo
3) Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs
4) Deixar um comentário para quem nos convidou.

Minha Lista dos Desejos:

1 - Quero ter um bom trabalho, não para ser bilionária, mas sim ter uma condição social boa e dar uma vida muito melhor pra minha mãe.
2 - Gostaria de trabalhar embarcada e de preferência pra PETROBRAS :)
3 - Ter duas casas, bem bonitinhas e decoradas por mim; uma aqui em Vitória-ES e outra em Castelo-ES, na roça, no meio do nada pra eu fugir de vez em quando.
4 - Tirar a minha CNH e ter um carro, preto!
5 - Casar, mas só depois de muito tempo, de muitos planos, de uma estabilidade social dos dois.
6 - Ter filhos, mas só depois de uns 6 anos de casada (lembrando que filhos está no plural para o caso de que eu resolva, por ventura, queemmm sabeeee, ter dois!) - há a possibilidade de adotar ao menos um, pelo menos tenho vontade.
7 - Conhecer o Brasil INTEIRO primeiro, depois sim, conhecer o mundo à fora!
8 - Que as pessoas que eu amo ficassem ao meu lado pra sempre. Mas, como eu sei que de fato isto é impossível, gostaria que meus momentos e meu relacionamento com elas fosse o mais lindo e o melhor possível.

Ravenna, você é uma linda e eu te amo muito! Saudade! :)~
BeijoNes ;*

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O poder, o pudor.


Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ser e não foi. De tudo que seria meu e não é. De tudo que acredito em acreditar desconfiando. Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ter sido dito, das promessas casuais que me aparecem sem sentido. Propostas, descasos, desapegos. Irreconhecível ao meu coração, todos os sentimentos que me são proporcionados, não por serem vagos mas, profundos. Não por serem ralos mas, grossos de desejo, do incejo, do perfume, do turpor que me acomete e me invade. O poder, o pudor...minha alma nua. Nua de conceitos, preconceitos e premissas. Minha alma por si só, intocável, imaculadamente branca é um papel, pronto para ser rabiscado...sem borracha. Desnudo do mundo, de tudo e no fim, a paz que me invade, toma a alma no seu colo e a faz dormir tranqüila sem choro, no gozo da felicidade que nos chega sem motivo, mas que vem serena, no final da tarde revelendo a mim como é bom ter alguém, como é bom se sentir inteira novamente.
Karla Domingos