quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jingle Bell

Não adianta olhar todos os detalhes do seu rosto no espelho e ficar com essa cara de tonta... Sim! Mais um ano passou e você não fez nem metade das coisas que quisera fazer.
Natal está aí, mais uns pesos de papel pra ganhar de presente, sem contar aquelas toalhinhas bordadas com o seu nome, que a sua tia insiste em fazer todo o ano pra você.
Come todos aqueles tipos de aves, suja seu vestidinho novo com molho pardo e passa um guardanapo pra tentar amenizar, e fica sorrindo com a boca lambuzada de gordura.
ÓTIMO, isso porque na virada do ano passado para o que está por findar-se você tinha JURADO fazer uma dieta e emagrecer pra usar aquela roupa justa em que todos podiam jurar que você já nasceu com ela.
Mas, sempre vem o maaaaaaaas, você engordou uns 5kg e teve que comprar este vestido largo, ao molho pardo, para dar um aspecto novo a sua figura, uma repaginada no visual que continua o mesmo por baixo de quilos de maquiagem e de panos. Não sei porque, o natal e virada de ano não são nada poéticos, mas mesmo assim, todo mundo se esforça pra mostrar ser o que não é e o dinheiro que não tem. Vai entender.

KARLA DOMINGOS

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não tenho nome para este poema

Se paro penso que fico, se vou sei que não páro

Eu tenho os meus infinitos e faço (de tudo!) ao contrário

A vida por ser assim, nos entrega a própria sorte

E faz às vezes do riso o seu leito de morte

Tenho mais calos do que pele macia

Guardo mais espinhos do que flores colhidas

Mas, não reclamo... não reclamo

Da erva daninha faço flor, do espinho fere-se o amor

E amando assim, mesmo ferida, sinto-me inteira


Karla Domingos