
Nessa brincadeira de me olhar nos olhos e dizer tudo o que sente, faz brilhar em meu olhar tudo aquilo que deveria expressar-lhe pela boca.
E, antes mesmo que possa pensar em lhe falar qualquer coisa, se desenrrola a minha língua para mais um beijo seu.
O que quer de mim? Se não há como exprimir uma só palavra, todas as vezes em que cinge minha cintura e eu lhe envolvo com ternura?
Cola-se a boca como velcro, enrrolam-se as pernas como serpentes e deixo então que os meus olhos pronuciem, ou o próprio silêncio, todo o amor que há aqui, dentro de mim.
E, antes mesmo que possa pensar em lhe falar qualquer coisa, se desenrrola a minha língua para mais um beijo seu.

O que quer de mim? Se não há como exprimir uma só palavra, todas as vezes em que cinge minha cintura e eu lhe envolvo com ternura?
Cola-se a boca como velcro, enrrolam-se as pernas como serpentes e deixo então que os meus olhos pronuciem, ou o próprio silêncio, todo o amor que há aqui, dentro de mim.
Karla Domingos
