quarta-feira, 1 de julho de 2009

O poder, o pudor.


Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ser e não foi. De tudo que seria meu e não é. De tudo que acredito em acreditar desconfiando. Desnudo, desmundo de tudo aquilo que deveria ter sido dito, das promessas casuais que me aparecem sem sentido. Propostas, descasos, desapegos. Irreconhecível ao meu coração, todos os sentimentos que me são proporcionados, não por serem vagos mas, profundos. Não por serem ralos mas, grossos de desejo, do incejo, do perfume, do turpor que me acomete e me invade. O poder, o pudor...minha alma nua. Nua de conceitos, preconceitos e premissas. Minha alma por si só, intocável, imaculadamente branca é um papel, pronto para ser rabiscado...sem borracha. Desnudo do mundo, de tudo e no fim, a paz que me invade, toma a alma no seu colo e a faz dormir tranqüila sem choro, no gozo da felicidade que nos chega sem motivo, mas que vem serena, no final da tarde revelendo a mim como é bom ter alguém, como é bom se sentir inteira novamente.
Karla Domingos

Um comentário:

69crabs disse...

aaahhh que lindo isso.. muito inspirada hein amor!
gostei muito.