sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mais uma história casual, ou não

Ela pensava “Ta, tudo bem!”, quando se viu em frente a mais uma contradição de afeto em sua vida.
O cara que ela achava que a podia levar a sério, como gostaria, desistiu, parou antes mesmo de começar o caminho.
Prometeu pra si mesma que ia abstrair (ledo engano, ficou uns meses ainda se iludindo), mas naquele dia resolveu sair. Precisava sair.
Ele, também vinha de outras situações perturbadoras. Não deu muita sorte com relacionamentos em sua vida e naquele dia precisava fotografar um show no qual julgava antecipadamente que iria odiar. Mas, trabalho é trabalho.
Sabe-se lá porque, o destino, o acaso ou até mesmo Deus juntou essas duas histórias.
Ela vestiu-se, chamou a amiga para o show que queria ir e chegaram lá umas horas mais cedo. Não subiram, resolveram primeiro beber, animar.Ele chegou cedo também, sem saber muito porque até constatar que a ideia era essa mesmo, chegar cedo e ir embora mais cedo ainda.
As amigas ainda lá em baixo, bebendo e contanto os últimos casos acontecidos em suas vidas resolveram subir.
Ele tirou a câmera da mochila e começou a “ajustá-la” quando do nada aparece duas garotas que podia jurar, tinham bebido. Eis que a menor delas pede pra que tire uma foto.
Não! Tirar foto cedo assim, nem tinha começado o evento, ia gastar bateria à toa sem contar as fotos “sem-noção” que iriam ficar. Mas a pequena insistiu, mesmo que fosse o caso de apagar depois, era só questão de “matar o tempo”, antes que ele nos mate.
Mesmo ainda desconfiado o rapaz sabia da sua tenra mania de nunca conseguir dizer não. Na verdade, ele até foi com a cara dela, mesmo sabendo que não estava sóbria (mais tarde ele entendeu que bebida não fazia diferença alguma).
Foto vem e vai, papo vem e vai e os portões se abrem. Antes de entrarem trocaram e-mail, a garota queria as fotos depois.
Será que ele ia ter coragem de apagá-las? Não, ele gostara delas.
Lá dentro eles se encontraram muitas vezes, até que uma hora resolveu parar e curtir junto com ela o show que ele “não ia gostar”, mas gostou.
O show acabou e ela saiu com a certeza de ter arranjado um novo amigo.
Ele achou engraçado o jeito dela, sabia também que tinha feito uma nova amiga.
O tempo passa e a amizade só crescia, as histórias hilárias também e aos poucos os amigos em comum.
O cara que ela gostava ainda a fazia entristecer, como se não bastasse, ainda tinha esperanças que tudo mudasse. Pra completar a história ele também começou a gostar de uma garota, sua amiga ficou super feliz por isso, uma vez que, como ele mesmo dizia, era “muito igual” a ele. Mesmo estilo, gosto musical e amigos em comum. Deu certo por um tempo, até ele ver que fatores externos iguais aos seus não quer dizer que o pensar e o sentir também o é.
Tudo chegou a um ponto que os amigos comunicavam-se todos os dias para dizer um ao outro tudo que sentiam sobre os fatos que os incomodavam, começaram a se ver frequentemente e os dias passaram até a chegada do carnaval.
Ela foi para casa da família no interior e ele foi parar no olho do furacão, Salvador-BA.
Apesar de longe e em meio a tanta gente, a viajem que também servira para esquecer os últimos contratempos vividos, servira também para constatar outros sintomas. Não conseguia parar de pensar na pequena, tudo lembrava. Foi então que entendeu, o sentimento havia chegado, se instalado e crescido, sem que ele percebesse.
Ela, também pensava nele, sentira saudades. Para a garota os sentimentos ainda eram embaraçados, sabia que a amizade havia crescido, tinha vezes que ficava confusa, mas sempre deixando os pés no chão. Quando ele voltou do carnaval, a pequena ainda estava no interior, foi então que ela o convidou a ir visitá-la e ele aceitou. A felicidade era evidente, estampada nela e na cara dela quando viu seu amigo chegar, passaram o dia todo juntos e durante todo o dia ele ficara com vontade de dizer a ela a descoberta que tinha feito.
A partir daí, depois que voltaram para casa, os sentimentos perturbavam mais, sufocavam mais. Ela preferia não acreditar, fazer vista grossa.
Ele, com medo de falar o que sentia e acabar a amizade que haviam construído.
Até que um dia, em uma conversa ele resolveu falar o que guardava já havia um tempo. Ela, ainda indecisa pediu para colocar as ideias no lugar.
Pensou na amizade que perderia se não desse certo e ao mesmo tempo no sentimento que ambos estavam cultivando.
Resolveu arriscar.
Quando marcaram pra se encontrar, na cabeça dela ainda estava tudo muito estranho. Foram assistir a um filme, péssimo filme, aliás.
Aquele clima tenso e intenso, não sabendo nem onde colocar as mãos, uma hora resolveram se olhar e foi aí que o beijo aconteceu. Não poderia ter sido melhor, foi nesse momento que todas as dúvidas se dissiparam e sobrou espaço pra uma única certeza, de que eles mereciam um ao outro, mereciam ser felizes.
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

Não importa as voltas que o mundo tenha dado para que tenhamos chegado até aqui, teria caminhado o mesmo caminho um bilhão de vezes mais se no final o resultado fosse sempre você na minha vida.
Karla Domingos, 10 de Julho de 2009.

3 comentários:

Flávia Diniz. disse...

Onw querida, que bom que vc gostou =D
O seu é muito bom também .
Eu também fiz a pouco tempo...
não sei nem mexer aindaaaa :$
hahaha
Já sou seguidora do seu blogg =D

hehehehe

Beeeijão e ótimo fds ;)

69crabs disse...

lendo isso aki novamente!!
assim, cada vez mais percebo o quanto você é importante pra mim!


Amo você!

Ká. x) disse...

Vc também é muito importante pra mim, covinhas na bochecha mais lindas do mundo!
:D
E eu amo vc ;*