
Olhando daqui tem uma menina sentada no tapete, ela lê um livro encostada nas almofadas e ri sozinha. Não sei qual livro esta a ler, meu óculos já não me serve mais como da primeira vez que o pus, hora de trocá-lo...Como tudo aquilo que já não nos serve mais.
Enfim, detenho-me na garota. Ela é uma daquelas meninas esquisitas que entram e as outras ficam olhando e dando graças a Deus por não terem nascido igual. Não falo isso de ruindade, ai de mim pensar assim, mas eu vi com esses olhos quase cegos os olhares furtivos de umas pras outras com um sorrisinho sacana no canto da boca.
Porém, cada folha em que a menina do tapete vira de seu livro é um sorriso, um afago nos cabelos, um apertão na coxa direita. Da-se para perceber o jeito como enche os pulmões devagar quando respira, daquele modo que até mesmo para uma semi-cega como eu enxergar o óbvio, ela lê um romance. Talvez para as meninas ela seja realmente uma esquisita, talvez pros garotos ela não seja interessante, mas enquanto lê seu livro, é fada, flor, é feitiçeira, é princesa, é amada, é desejada.
Toca o sinal, a menina fecha o livro e sai da biblioteca, o mundo de fantasia acabou, mas o sorriso dela ainda continua...Quem sabe depois daquela porta algo bom a espera, além dos olhares atravessados e dos comentários maldosos.
Eu que já não acredito mais em princípes encantados e já tenho a paz de quem se basta por si mesma, deixo entertê-me com estes fatos adolescentes de que tenho saudade, mesmo sabendo, desde esta época não sabia o que a vida queria de mim e nem eu sei ainda o que quero dela, deixo assim ficar subtendido, afinal "o que se leva da vida é a vida que se leva".
Enfim, detenho-me na garota. Ela é uma daquelas meninas esquisitas que entram e as outras ficam olhando e dando graças a Deus por não terem nascido igual. Não falo isso de ruindade, ai de mim pensar assim, mas eu vi com esses olhos quase cegos os olhares furtivos de umas pras outras com um sorrisinho sacana no canto da boca.
Porém, cada folha em que a menina do tapete vira de seu livro é um sorriso, um afago nos cabelos, um apertão na coxa direita. Da-se para perceber o jeito como enche os pulmões devagar quando respira, daquele modo que até mesmo para uma semi-cega como eu enxergar o óbvio, ela lê um romance. Talvez para as meninas ela seja realmente uma esquisita, talvez pros garotos ela não seja interessante, mas enquanto lê seu livro, é fada, flor, é feitiçeira, é princesa, é amada, é desejada.
Toca o sinal, a menina fecha o livro e sai da biblioteca, o mundo de fantasia acabou, mas o sorriso dela ainda continua...Quem sabe depois daquela porta algo bom a espera, além dos olhares atravessados e dos comentários maldosos.
Eu que já não acredito mais em princípes encantados e já tenho a paz de quem se basta por si mesma, deixo entertê-me com estes fatos adolescentes de que tenho saudade, mesmo sabendo, desde esta época não sabia o que a vida queria de mim e nem eu sei ainda o que quero dela, deixo assim ficar subtendido, afinal "o que se leva da vida é a vida que se leva".
Karla Domingos
Um comentário:
ah é assim? basta entrar em um novo ambiente q sai mandando um texto fodarastico desses??? :p pra vc.. vem ser boa assim aki em casa!! aheuaheua
;****
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